Telefônica entra na briga pelo controle da GVT, cortejada recentemente pelo grupo francês Vivendi, apresentando oferta pública de compra (OPA) em dinheiro, no equivalente a 100% da empresa o que supera em 14% a proposta anterior da Vivendi.
A jogada da Telefónica reafirma sua aposta pelo Brasil, um mercado considerado estratégico pela operadora espanhola que, com a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, foi elevado ao número um no pódio de investidores.
No momento, a empresa presidida por César Alierta tem presença no Brasil como matriz da Telesp e através de sua participação na Vivo. Caso a oferta pelo controle da GVT dê certo, a Telefónica alcançaria uma maior presença fora do Estado de São Paulo, foco de atuação da Telesp. o que aumentaria as oportunidades de negócio em telefonia fixa, banda larga e televisão a cabo.
Outra via de crescimento que a GVT abriria para a Telefonica seria o mercado de banda larga, convertendo-se no segundo principal operador dos países emergentes. A GVT conseguiu manter-se à margem da crise e fechou o ano de 2008 com um Ebitda de 195 milhões e uma margem de 38%.
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