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11/03/10  ICEX
Brasil abre as oportunidades para as olimpíadas de 2016 às empresas espanholas
Es la novena economía del mundo con un ritmo de crecimiento del 5 por ciento para los próximos cinco años. Río de Janeiro ha sido elegida sede para los JJ OO de 2016, y este evento ha abierto las puertas para la inversión en un país avalado por sus cifras
 

O discurso ao Comite Olimpico Internacional - COI do presidente Lula, foi o último empurrão para que os juizes se dicidissem pelo Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Ele os convenceu e o teria feito a qualquer um. Não somente pela emotividade de suas palavras mas também pelo respaldo que ofereciam os dados econômicos do país, que fizeram do Rio de Janeiro, em particular, e o Brasil, em geral, um país propício ao desenvolvimento do maior evento esportivo mundial. E a abertura aos investimentos externos com perspectivas de futuro.

O Rio de Janeiro como foco de investimentos

Dentro de seis anos, o Rio de Janeiro, receberá mais de um milhão de turistas e 15.000 atletas em razão da realização alí dos Jogos Olimpicos. A estrutura natural própria da cidade será alvo de grandes investimentos sem gastos adicionais, inconvenientes com os quais tiveram que lidar outras sedes, como o caso de Pequim, onde para celebrar os esportes de águas abertas tinham que deslocar-se 800 km do núcleo central. Rio de Janeiro conta com praias, lagos e alguns estadios em uso que foram feitos por ocasião dos Jogos Panamericanos alí realizados no passado. Apesar disso tem carências tanto em infraestruturas como em transportes.

Segundo Wanderley Maris, subsecretario de relações internacionais da Secretaria de Desenvolvimento do Município do Rio de Janeiro, existe um déficit de 3.000 habitações em hotéis para serem cobertas no Rio. Não existem grandes cadeis instaladas na cidade e este é um grande nicho de mercado que as empresas devem aproveitar. O governo, por outro lado, reduziu em 50% os impostos urbanos e flexibilizou as regras de construção no centro da cidade.

O governo federal implantou dois planos para o desenvolvimento e o investimento. O PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, o mais importante criado no país até o momento, com investimentos na ordem de 150 bilhões de Euros. O conjunto de medidas que dele fazem parte abarcam projetos concretos de investimentos em infraestruturas, estímulos a créditos, financiamento de investimentos e elimina os obstáculos burocráticos.

O sistema de PPP - Parceria Publico-privadas se propõe a injetar dinheiro do setor privado nos setores de infraestruturas básicas. É votlado a suprir as carencias de infraestruturas de transportes uma vez que somente 10 por cento da rede viária é asfaltada e o transporte ferroviário é, em sua maioria destinado ao transporte de mercadorias. A CAF, empresa espanhola fabricante de vagões, tem previsto entregar no final do mês de março, os primeiros trens que produziu para o governo brasileiro. Este sistema de parceria seria utilizado, também, para obras de saneamento básico, uma vez que somente 48% da população usufrui de sistema de esgoto.

Outro grande cavalo de batalha do Rio de Janeiro é a zona portuária. Barcelona´92 assentou as bases para revitalizá-la e fez com que uma área pouco frequentada em um emblema da cidade com seus restaurantes com mesas externas e deck e também, em ponto nevrálgico para as olimpíadas. Ainda que no Rio de Janeiro a reforma da zona portuária já tenha se iniciado antes da concessão dos Jogos Olímpicos, a celebração do evento reativou e acelerou o processo para oferecer melhores serviços. Além do investimento em habitações, esta reforma envolve um projeto urbanístico de transporte que deve ser previsto.

 

O Brasil como objetivo para a empresa espanhola

O Brasil é tido como um mercado prioritário para a Espanha porque é a porta de entrada para a América Latina, além de ser considerado um país em desenvolvimento que dispõe de abundantes recursos naturais, estabilidade política e sólidos fundamentos econômicos. A extensão territorial acaba por criar diferenças comerciais regionais e, que faz com que Maris recomende que empresas espanholas interessadas em estabelecer-se no país que o façam por meio de um sócio local que conheça as particularidades de cada mercado em cada região.

O investimento estrangeiro no Brasil caracteriza-se pelo uso de filiais ou joint-ventures com sócios locais; não requer autorização prévia; está em igualdade de condições na hora de investir com empresas de capital nacional.

Em termos de investimento stock, a Espanha é o terceiro investidor do país com 35,35 bilhões e dólares. É o primeiro destino das exportações espanholas à América Latina, concentrando 33% de todo o invesimento espanhol na região. Desde novembro de 2003, está em vigor um Plano de Associação estratégica Brasil-Espanha centrado em dois focos de trabalho: um marco regulatório para os investimentos e as questões comerciais, e investimentos em infraestruturas para o transporte. O Brasil abriga grande número de multinacionais espanholas e que pode trazer no futuro as pequenas e médias empresas de lá, o está sendo estudado pela Administração espanhola dentro do seu Plano Integral de Desenvolvimento de Mercado - PDIM.

Os investimentos espanhóis concentram-se no polo industrial de São Paulo, com a maior parte das vendas, seguido do Rio de Janeiro, Minas Gerais e os estados do sul.

O Brasil importa 40% de matérias-primas e produtos semi-manufaturados, 20,7% de bens de capital e 13% de bens de consumo. Os investimentos espanhóis no Brasil sempre estiveram ligados ao setor da privatizações, especialmente no setor de telecomunicações (Telefónica), energia (Endesa, Gas Natural e Iberdrola), o no setor financiero (Grupo Santander e BBVA). A Espanha começa a galgar posições no setor automobilístico e de turismo, graças à Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, que reaqueceram o setor no nordeste do país.

 

 
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